sexta-feira, 15 de maio de 2009

Eu nao matei Joana D’arc


Ato VIII – Festa de Familia (parte 2)


Dono de uma verdade absoluta, para não dizer total positivista cartesiana, Prof. Adolpho Gutierrez, ph. D. (Adjunct Professor at “Sapienza”, University of Rome, where he teaches “Psychology” at the Medical School and “Dynamic psychopathology” and “Child Psychotherapy” in the Department of Child and Adolescent Psychiatry), criara nós três como espelho de Dorian Gray.
Emma (shallow grave), não poderia ter o final diferente, aos quatro havia molestado nosso terceiro jardineiro, aos onze fugira pela quinta vez do colégio interno (N. Senhora da Garopita), recordo dos bons tempos dos quais ela jurava que éramos irmãos gêmeos, a partir do primeiro porre de Captain Morgan, talvez no alcoolismo e nas altas doses de antidepressivos nossas almas eram univitelinas.
Não poderia permitir que a enterrassem no jazigo das cobras, eram duas e trinta da matina após vômitos e gargarejos, havia recuperado o fôlego, pedi a Afrânio que me ajudasse com o corpo, estava linda (a funerária caprichou para esconder o buraco de doze), recordo que brincávamos no Richmond’s Park, todo domingo de outono juntávamos as folhas secas de carvalho, os shows piromaniacos foram perfeitamente mágicos.
Vinte e um dias entre a ida e volta de London, me proporcionaram um escorbuto neural. "Ho Ho Ho and a bottle of rum!".

Um comentário:

  1. Eu juro que não tenho nada a ver com o buraco de doze!
    Mas que eu queria recolher folhas secas de carvalho, isso eu queria...=)

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