quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Observador


Ato XI – Rumo ao Abismo da Solidão

Há momentos em que penso: qual o significado de andar léguas titubeando na ignorância da pretensão? Se a falsa modéstia conduz o homem ao abismo da solidão.
Envolto em teias construídas por verdades paradoxais, ambigüidades polifônicas sobressaltadas por “PIS” de código Morse, descubro a inutilidade do observar. Observar o que não é óbvio para todos resulta num surto lunático, salve George Méliès!
Sussurros de uma senhorita ao lado do consultório de Pacheco desviaram a atenção do meu “autismo” para o real. Furtivamente colei meus ouvidos no mármore:
- Ele não pode mais permanecer sob seus cuidados Dr., estive analisando as atitudes do paciente... Seus olhos enxergam além do perímetro medíocre social…
Seus dedos tocam além da epiderme carnal…
Seus ouvidos captam sinais além dos radares ditos em termo passional…
Sua narina absorve e distingue além dos exales do marginal…
Sua língua degusta além do gusto convencional.
Como se envolta por nitrogênio liquido, minha mente ficara inerte, as sinapses nervosas dentro de minha cachola pararam em uma fração de segundos. Por mais narcisista que fosse encarei como insultos, não demoraria muito, abriram a porta e recebi de presente uma alvejante jacket.
Dois dias antes desse sorrateiro episódio Afrânio e eu havíamos voltado da excursão a la toilette zone. Mal chegamos à cidade entreguei os relatórios, escrevi os memorandos, protocolei com Epaminondas e entreguei nas mãos de Pacheco. Afinal o que fiz de errado? Indago ao doutor que emudece o olhar e fita os de Perfídia, a tal senhorita da saleta ao lado.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Insônia de inverno em uma noite de goiabada


Ato X - O Amigo

Amizade é uma via de mão dupla, e para compreender qualquer criatura pensante julga-se necessário conhecer o seu eu mais sórdido, ou seja, estar mais por dentro que fio dental de prostituta, aturar todo tipo de desabafo (porra use ao menos uma pastilha walda!) minhas narinas estão sensíveis, acho que a renite esta piorando com o tempo. É, estou me tornando balzaquiano!
Não lembro ao certo o que a velha Elvira resmungou na despedida, ou melhor, na patética tentativa de fuga Afrânio se esquecera de apanhar meus pertences, mas amigo, digo amigo tenta compensar com uma rodada de conhaque e meia dúzia de pães de queijo com goiabada (a única coisa não embebida a óleo, tragável naquela pocilga). Paramos em um pé sujo de beira de estrada, próximo a dick’s house.
Pior que estar semi borracho em um lugar inóspito, é ser obrigado a aturar o “amigo” gaguejar melancolicamente boa parte de suas frustrações, achar que vai curar as metástases do seu ser ao colocar a mão em seu ombro e dizer: você é meu irmão, me entende como ninguém. Por que todo ser alcoolizado fica carente? Irmão uma merda, já basta o meu do meio, e outra a diferença entre aturar um irmão e um amigo é que o primeiro você não escolhe e o segundo só enche a boca para pronunciar o adjetivo quando realmente esta em estado deplorável.
Sensação térmica (menos cinco graus na escala Celsius), como de prever, tudo pode piorar, como diria meu caro engenheiro aeroespacial E.A.M., como não tenho e nem pretendo tirar uma C.N.H., e meu querido “amiguinho” estava pra lá de marrakech, procuramos um lugar para pernoitar. Impossível dormir no quarto vip daquela espelunca, cama de campanha, coberta seca poço, e duas dúzias de baratas disputando para ficar comigo.
Joguei Afrânio em uma chuveirada de quinze minutos, pedi para a criatura, o atendendo do balcão, sorridente (apenas com dois centroavantes), dose dupla de café preto sem açúcar, meia fatia de limão e um punhado de sal. Quase em choque anafilático depois do combo levanta defunto, meu amigo se recompôs, todavia o pior ainda estava por vir.
Meus lábios rachando, nariz escorrendo, Afrânio arrotando goiabada e assobiando (blowing in the wind - dylan) ás três e dezessete da manhã! - ximbica enguiçada em uma estrada de terra no meio do nada, só falta agora aparecer aquele cachorro cor-de-rosa, como é mesmo o nome? ... Isto aquele dos dentes cariados que vive com uma velha gorda.

sábado, 16 de maio de 2009

A vida de David, o gordo.




Ato IX – Festa de Familia (parte 3)


“O marxismo é o complexo que implica pensar que a grama sempre é mais verde do lado de lá, pois não esta contamina com a infecção do eu.” (Alain de Botton)

Nunca entendi porque todo gordo é carente, invejoso, e finge uma simpatia medonha. As primeiras memórias que tenho de meu irmão são um tanto bizarras, e não mudaram em vinte e cinco anos, ou melhor, pioram com o tempo. O tecido adiposo ao qual me refiro não só cobria o corpo da criatura, mas ainda vive em sua alma. Não importa quantas cirurgias faça sua mente sempre será flácida.
David nascera como o boneco de marshmallow, exato, aquele do Ghostbusters, sua estrutura óssea era frágil, devido à grande obesidade, só conseguira dar os primeiros passos aos sete. Eu como irmão mais velho era incumbido de andar ao lado da criatura, seja no colégio, nas brincadeiras infantis, ou seja, fui fadado a ser babá ate David completar quatorze (quando o ser resolvera se apaixonar por Marília, a loira da quadra de cima).
Toda loira é arrogante, com Marília não poderia ser diferente, a garota andava todas as manhas, polaina rosa, camiseta azul-calcinha, calça de lycra branca (perceptível a pata de camelo, e os grandes pêssegos na retaguarda), guiando Shenya, a poodle branco da velha Isaura, sua patroa. Por ironia do destino, num certo domingo Shenya escapara da guia e aparecera dentro do nosso quintal. O garoto gordo então aproveitou a oportunidade para ser o herói de sua musa (não sei o que foi pior, ver a criatura obesa correndo de um lado para outro com suas tetas batendo na face, ou a merda do poodle latindo prevendo a própria morte). O que de fato acontecera, depois de meia hora, meu irmão a beira de um ataque de asma tropeçara na guia do animal, a qual o fizera cair em cima da pobre cadela, transformando a em capacho de jardim.
A loira chegara a poucos minutos, ao ouvir os berros de David (pedindo minha ajuda, mentimos que um carro havia atropelado a pobre poodle, carro, uma jamanta!). Marília embora chocada ao ver o que sobrara de Shenya, beijou as bochechas pálidas e soadas da criatura, como num ato de consolação. Depois daquele dia David não fora mais o mesmo, resolvera então conquistar o amor da filha da domestica. Ingerindo coquetéis de anabolizantes e esteróides, num regime militar de academias ao longo de dois anos, se transformara em um mini Schwarzenegger.
Ao som de (every breath you take – the police) David tentara construir sua vida com a diaba de polainas rosa, após o nascimento de seu quinto filho, o “ex-gordo” descobrira ser estéril, entrando em depressão profunda larga seus exercícios e aditivos, em menos de dois meses retorna a seu tecido adiposo de origem.
Há três anos desde seu divorcio, e após passar pela segunda cirurgia de redução de estomago, meu irmão do meio me culpa por te-lo ajudado a mentir no caso poodle.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Eu nao matei Joana D’arc


Ato VIII – Festa de Familia (parte 2)


Dono de uma verdade absoluta, para não dizer total positivista cartesiana, Prof. Adolpho Gutierrez, ph. D. (Adjunct Professor at “Sapienza”, University of Rome, where he teaches “Psychology” at the Medical School and “Dynamic psychopathology” and “Child Psychotherapy” in the Department of Child and Adolescent Psychiatry), criara nós três como espelho de Dorian Gray.
Emma (shallow grave), não poderia ter o final diferente, aos quatro havia molestado nosso terceiro jardineiro, aos onze fugira pela quinta vez do colégio interno (N. Senhora da Garopita), recordo dos bons tempos dos quais ela jurava que éramos irmãos gêmeos, a partir do primeiro porre de Captain Morgan, talvez no alcoolismo e nas altas doses de antidepressivos nossas almas eram univitelinas.
Não poderia permitir que a enterrassem no jazigo das cobras, eram duas e trinta da matina após vômitos e gargarejos, havia recuperado o fôlego, pedi a Afrânio que me ajudasse com o corpo, estava linda (a funerária caprichou para esconder o buraco de doze), recordo que brincávamos no Richmond’s Park, todo domingo de outono juntávamos as folhas secas de carvalho, os shows piromaniacos foram perfeitamente mágicos.
Vinte e um dias entre a ida e volta de London, me proporcionaram um escorbuto neural. "Ho Ho Ho and a bottle of rum!".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Festa de Família


Ato VII – O Tic-Tac Parou (parte 1)

“A pretensão me degrada, a humildade me deprime, e assim a vida é lesada, ora é virtude, ora é crime.” (F. Gullar)

Exatos um mês longe de meus mofos, tento acalmar os nervos empíricos de Gutierrez com cinco long necks de ruiva Devassa.
Emmanuele vinte e três anos internada em cárcere publico, escrava de seus capiciosos vícios sexuais, segundo velha Elvira, o primeiro gesto freudiano de referencia a “lesbus”, que cometera a menina, se dera quando seus dedinhos recém nascidos massagearam o clitóris da mãe (literalmente). Em meio ao velório ( a la “Festa de Família” – Thomas Vinterberg) não pouparam elogios a pobre garota, todo velório é igual, todos simpáticos, porem nem tanto, fingem umas lágrimas aqui outra ali, ate a chegada do irmão bêbado da extirpada defunta.
Não tive culpa, fui avisado às pressas por David (o outro irmão), há anos não dava as caras na casa dos horrores. Maldita segunda-feira 13! A pouco havia saído do consultório de Pacheco, pusera eu os pés no corredor de minha sala ouço berros de Edith – Senhor! David acabou de ligar, sua irmã morreu! – (confesso que a noticia me gelara toda a espinha dorsal). Tudo bem, nunca fui próximo de Emmanuele, quisera eu ter dito verdades a toda família hipócrita, e esta era minha oportunidade, odeio jargões, mas se me jogaram o limão o mínimo que pude fazer foi uma grande limonada (literalmente, com ajuda de Cuervo, é claro!).
Pedi a Pacheco que me mandasse um veiculo (não pego aviões). Afrânio guiara o Galaxy 59, ate a chegada ao covil dos Gutierrez (oito horas pela hightway) minha companhia fora dois e três quartos de Joses. O circo já estava armado, a mesa posta, Dr. Adolpho (o pai) exibira como sempre seus dons da retórica em uma das pontas, na outra velha Elvira resmungando pelo ultimo adeus não dado, David, seus cinco filhos bastardos e sua ex-mulher do lado direito, e do outro a ala senil dos maracujás (pior impossível).
A pouca dose de sangue no álcool me permitiu vomitar sujas verdades, acabando com “o triste fim de policarpo quaresma” – quer romance mexicano? Convide Paul Leduc para a festa! -.

domingo, 12 de abril de 2009

O Pecado Mora ao Lado


Ato VI – Olho mágico


Abri uma das pálpebras como num automático hipnótico, ao ouvir os passos no corredor, aquele caminhar ardente em tom de escárnio. Hoje ela veio mais cedo do que de costume, Joana filha do turco Onofre, o velho do 303, que inveja deste senil, quem me dera tivesse aquelas mãos rosadas sob meus pés. Já passam das doze! Tenho que trocar as pilhas desta porcaria.

A senhorita aparenta uns vinte e sete, cabelos de fogo, sardas, hum... Sardas, desenhando sua esguia back-peach. Imagino que tenha os olhos flamejantes, não, verde-caribe, não, não azul-noronha. Nunca olhei seu rosto, há quatorze a observo do olho mágico. Lembro-me da primeira vez, seu walkman havia caído em fronte a minha porta, quando abri, sua face estava abaixada. Era uma menina muito engraçada, não tinha busto, não tinha nada.

Chuva! Bendita chuva daquele oito de novembro de noventa e nove, ela chegou as seis toda ensopada, quando vi aqueles que seriam os pés mais lindos já vistos pelo homem, cada dedinho secado por aquele perfumado echarpe mostarda.

Espero que chova na próxima semana, ela apenas visita o velho aos sábados, e no dia de todos os Santos, quando vão prestar salvas a dona Elasia, que por ironia faleceu neste corredor em frente a esta porta encardida, preciso comprar óleo de maquina, as dobradiças estão rangendo mais que meus dentes.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Lar, Doce Lar

Ato V - "Rua dos loucos, número zero."

Como é bom sentir-se seguro, mesmo que habitando um ninho de mafagafos, não agüentava mais minhas meias suadas. Preciso de um bom banho!... Edith onde diabos colocaste minha toalha? Minha secretaria não aparece há dias, o que mais parecem anos! Devia ter seguido o conselho da velha Elvira : “ meu filho depois dos trinta, homem que vive só, estará fadado ao cárcere da sujeira.”
Nada que uma boa conversa com meu amigo José para apaziguar a mente, tenho que entregar o relatório ao Pacheco, certo, conseguirei uma semana de atraso, mas há exatos nove dias não dou com as caras, desde aquela esbórnia. O velho me deve, ah se me deve!
Depois de 47 minutos o mexicano me deixou no ultimo gole, nada mais deprimente que ficar half-drunk e não ter uma alma viva para externar suas filosofias baratas. Será que não existe alguma destas baboseiras tipo A.N.A (Associação dos Notívagos Anônimos)? Que merda! Deprimente, ridículo, inadmissível, vou amassar três comprimidos de Lithium e dar o ultimo gole naquele dois quartos de Evian, abraçar Jude, my pillow, e torcer para que Mr. Sandman venha logo.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Ressaca

Ato IV – Ambíguo Amigo Umbigo (fim da festa)

Como se não bastasse minha acidez estomacal, pois sofro de um mal por ser A.S., fui arrastado ao picadeiro, o circo estava formado. Pacheco de alerquin conquistava o coração das columbinas e das enrustidas drag queens, todos estavam em circulo, e eu adentrando a zona de perigo fui recebido com vários dedos apontados pro meu umbigo.
Não pude evitar tamanha asneira, porem me neguei a tirar a camisa, fui a esta merda apenas para não fazer desfeita ao Dr. Todos pareciam drogados no ópio da massagem do ego, segurei um imenso jubilo quando Epaminondas, um dos sócios de Pacheco, sentado ao meu lado, e seu ridículo abdômen de D. Rivera estava sendo acariciado por uma criatura que possuía um asqueroso umbigo que mais parecia de uma vaca!
Aproveitando o ensejo, me dirigi a Pacheco com a desculpa da minha maravilhosa enchaqueca, o velho não pode negar, bati meu ponto, agarrei meu paletó e dei no pé.

A Festa

Ato III – Ambíguo Amigo Umbigo (parte 2)

Levantei da cadeira em supetão, corri ao banheiro, aquela merda de convite me deu um baita desarranjo intestinal! Dou uma corrida no jornal caído em fronte a patente (este exercício alivia a dor), vou ter que concordar com Vossa Exc. “a culpa de tudo isso, são dos caras brancos de olhos azuis”.
Maldito Pacheco, se não fosse doutor, eu não hesitaria em dar lhe uns bons tabefes.Onde já se viu me mandar aquele cartão, para mais uma de suas palestras de auto-ajuda. O pior de tudo, não poderia faltar, estou em exercício para o preparo da próxima bomba.
Chegando à paróquia fiz questão de sentar na ultima fileira, aquela do canto, o banco de camursa bege próximo a saída. Para variar dois sujeitos, mais estranhos impossível, sentaram ao meu lado, pareciam duas galinhas da angola, oh bando de loosers vão a merda! Pacheco como sempre, se sentia Zeus perante aos reles mortais, esplanando, ou melhor doutrinando as criaturas com sua mais nova baboseira.
Seus quarenta e cinco minutos, mais pareciam uma quaresma, ao termino, minha bunda estava mais chata que palmatória de maestro. A cada tópico explicado o Dr. Apontava alguém da platéia como um exemplo, parecia que todos conheciam uns aos outros, seus almejos, suas neuras, e eu me sentindo a La Jack em "um estranho no ninho".
Tirei uma pestana, e despertei com um dedo me cutucando a face, era Afrânio assistente de Pacheco, me intimando a subir ao palco para participar da Festinha.

O Convite

Ato II – Ambíguo Amigo Umbigo (parte 1)

Ao chegar em casa por volta das 19h45min, encontrei um envelope vermelho sangue, enroscado na grade enferrujada do portão. – Puta que pariu! (pensei em voz alta) mais uma propaganda. Joguei o maldito em cima dos demais que estavam empilhados ao lado da ultima garrafa “quase vazia” de J.D.
Passando a mão direita no bolso esquerdo do jaleco tirei meu ultimo cigarro “semi-amassando”, - Que merda tenho que parar de fumar! Trinta de aumento, vou ter que pedir exílio ao Paraguai. Tomei o ultimo gole, a pouco, o cartão vermelho grudou no fundo da garrafa, não resisti, abri.

*Antes de continuar lendo o que vira logo abaixo, aviso que qualquer alusão à pornografia será erronia, pois como diria Sylvio Back “depois que criaram o fescenino tudo ficou mais fácil.” (dica do autor)

“Tu estas disposto a participar de uma experiência nunca antes sugerida, e que não feriria tua moral, ética e sexualidade?
Existe um exótico orifício em seu corpo que aparentemente não serve para nada, porem sem a utilização árdua deste em sua vida fetal, tu não existiria.
Usamos e abusamos de diversas coisas em nossa vida, e quando damos por satisfeitos descartamos e por vezes esquecemos-nos de dar a devida importância a estes que nos foram tão úteis, e poderiam continuar sendo ate o dobrar dos sinos.
Vamos, don’t be fool , pegue então seu dedo médio da mão esquerda, mergulhe-o sobre sua língua e insira-o em movimentos circulares em seu esquecido ambíguo amigo umbigo.
Logo começará a sentir cócegas, e aos poucos um imenso prazer quase que orgasmático.
Seria então um ato sexual antropofágico? Seu pênis seria um mero órgão coadjuvante, a vagina almejada seria em fim descartada?
Talvez pareça o cúmulo do egoísmo, ou um tipo de masturbação a La New Age.
Estando ciente desta descoberta, aproveite bem! E se um dia enjoar ou der câimbra em seu dedo, talvez possamos compartilhar um o do outro. Afinal de contas somos amigos, e temos umbigos, e sem dúvida isto não seria um ato sexual.”

terça-feira, 31 de março de 2009

Introdução

Ato I – Solidão Cíclica

Hoje me pego com o peito apertado por saudades já outrora forjadas, por amores condicionados a viver no cárcere de uma mente pernóstica.

Metaforizando e parafraseando os anos foram passando em um beco estreito de uma solidão cíclica que volta como anedotas irônicas sem órbita.

Os guetos são sempre os mesmos, os personagens não mudam a fala, não importe o ângulo que olhe nem a edição minuciosa, a remixagem impera e estes de já vus não mais me consolam.

A paciência me forja um sincero jubilo nesta face hirsuta de um quarto de século vividos em um mundo alimentado por baterias piratas consumidas por esta hipócrita e tão bela nação.

( poema do autor)

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Como o tempo passa, e a cada segundo eu percebo o quanto idiota fui em acreditar em minhas verdades - típico do caráter ingênuo pensar que doutriná-lo seria a solução, oh criatura curiosa que esta lendo minhas idéias ! Sai pra lá cabra pernóstico dos infernos!

Vou à festa do umbigo novamente, e esta... Hum, esta será a mais hilária de todas, cada um massageando suas entranhas, como egos em agonia. Vamos? Diga sim, don’t be shine, sou capaz de ir all in, e ganhar com um par de valetes vagabundos.

(by Mr. Lucky)

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Caro leitor, se não foi possível entender bulhufas, sinal de que entendeste tudo, pois negar duas vezes implica em uma aceitação. Se tiveres curiosidade para tentar compreender o que Mr. Lucky tem a dizer, não perca seus próximos devaneios. -em breve-.