quarta-feira, 8 de abril de 2009

Lar, Doce Lar

Ato V - "Rua dos loucos, número zero."

Como é bom sentir-se seguro, mesmo que habitando um ninho de mafagafos, não agüentava mais minhas meias suadas. Preciso de um bom banho!... Edith onde diabos colocaste minha toalha? Minha secretaria não aparece há dias, o que mais parecem anos! Devia ter seguido o conselho da velha Elvira : “ meu filho depois dos trinta, homem que vive só, estará fadado ao cárcere da sujeira.”
Nada que uma boa conversa com meu amigo José para apaziguar a mente, tenho que entregar o relatório ao Pacheco, certo, conseguirei uma semana de atraso, mas há exatos nove dias não dou com as caras, desde aquela esbórnia. O velho me deve, ah se me deve!
Depois de 47 minutos o mexicano me deixou no ultimo gole, nada mais deprimente que ficar half-drunk e não ter uma alma viva para externar suas filosofias baratas. Será que não existe alguma destas baboseiras tipo A.N.A (Associação dos Notívagos Anônimos)? Que merda! Deprimente, ridículo, inadmissível, vou amassar três comprimidos de Lithium e dar o ultimo gole naquele dois quartos de Evian, abraçar Jude, my pillow, e torcer para que Mr. Sandman venha logo.

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