Ato III – Ambíguo Amigo Umbigo (parte 2)
Levantei da cadeira em supetão, corri ao banheiro, aquela merda de convite me deu um baita desarranjo intestinal! Dou uma corrida no jornal caído em fronte a patente (este exercício alivia a dor), vou ter que concordar com Vossa Exc. “a culpa de tudo isso, são dos caras brancos de olhos azuis”.
Maldito Pacheco, se não fosse doutor, eu não hesitaria em dar lhe uns bons tabefes.Onde já se viu me mandar aquele cartão, para mais uma de suas palestras de auto-ajuda. O pior de tudo, não poderia faltar, estou em exercício para o preparo da próxima bomba.
Chegando à paróquia fiz questão de sentar na ultima fileira, aquela do canto, o banco de camursa bege próximo a saída. Para variar dois sujeitos, mais estranhos impossível, sentaram ao meu lado, pareciam duas galinhas da angola, oh bando de loosers vão a merda! Pacheco como sempre, se sentia Zeus perante aos reles mortais, esplanando, ou melhor doutrinando as criaturas com sua mais nova baboseira.
Seus quarenta e cinco minutos, mais pareciam uma quaresma, ao termino, minha bunda estava mais chata que palmatória de maestro. A cada tópico explicado o Dr. Apontava alguém da platéia como um exemplo, parecia que todos conheciam uns aos outros, seus almejos, suas neuras, e eu me sentindo a La Jack em "um estranho no ninho".
Tirei uma pestana, e despertei com um dedo me cutucando a face, era Afrânio assistente de Pacheco, me intimando a subir ao palco para participar da Festinha.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário